(tudo aquilo que te devia ter dito no dia 12-11-2007 às 0h01m e que me esqueci)
Nunca encontrei alguém assim... com uma alma com tanto condão, uma cultura tão generosa, uns sonhos tão terrenos, um racíocínio tão brilhante e com uma amizade tão dedicada, tão completa e absolutamente idiota. Ah, e com um bigode tão farto! Ninguém é perfeito, eu sei. Mas assim como és já és bom que chegue. Eu gosto. Parabéns, muitos.
Aconteceu de manhã cedo, quando ainda o sol abraçava a terra húmida do orvalho. Abri aquela porta branca fortemente magnetizada. Padeci imóvel. O medo, o receio, o terror e o temor juntaram-se numa só voz e desceram em mim. Mas foi ali naquele campo onde a dúvida se esvai e a certeza ganha colorido que conquistei a coragem necessária para agarrar e dominar aquele monstro! Soube mais tarde pela voz do senhor guarda da GNR de Paio Pires que era um elemento há muito procurado pelas autoridades internacionais ligadas ao combate do terrorismo. Era natural do afeganistão e o seu nome verdadeiro era: Al Face.
Conhecemo-nos há três anos. Conhecemo-nos assim há seis semanas. Grandes cumplicidades. Grandes momentos. Fundimos um ao outro. Fixámos os olhos no que interessa. Em muitas e longas conversas, olhámos, destruímos, construímos, unimos ideias e apresentámos cumprimentos ao destino com um abraço suado pelo desejo. Porque o amor é assim mesmo. Em tudo e sempre leal, incondicional, honesto e grande. Chorámos e rimos das vidas e de nós mesmos.
Porque recordo, quando a noite convidou, o ar refrescante dos açores iluminados pela lua clara de Lisboa aparecida, lá em cima, filtrada na vidraça do quarto piso, de onde o hotel se avista, a palavra apresentou tudo aquilo que os corpos já tinham exclamado bem alto: Amo-te!
Parabéns pelas seis semanas muito felizes. Parabéns por ti, por mim e por nós.
Uma conversa hollywoodesca entre Stevie Wonder e Christopher Reeve: Stevie: - "então pah, como é que tens andado?" Chris: - "epah da forma como tu vês!"
Já Tenho Idade Para Ter Juízo!, grande espectáculo. Pedro Tochas, o maior. Eu estive lá, muito porreiro. Adorei, mas ainda não paguei o bilhete. Sou uma fraude, ai pois sou.
Nos últimos tempos tenho utilizado mais frequentemente os transportes públicos colectivos. Globalmente, tem sido uma experiência muito agradável e plena em situações gostosas e caricatas, como esta:
- "óóó chefe! Abra atrás se fá favor!!!" - gritou guturalmente um dos utentes para o motorista lhe abrir a porta de saída traseira.
Reparem no toque particular de classe dado pelo «óóó chefe» e na entrada no campo do desagradável indecoroso dado pelo «abra atrás». Lindo.
Eu sei! Vai parecer um bocado desagradável. Vá lá um bocadinho muito pequenino. Pronto, eu sei que é muito desagradável fazer o humor com um dos programas de culto da sociedade japonesa. Os japas passam-se com isto... é motivo de loucura nacional.
Mas, apesar das demandas da embaixada japonesa junto da minha pessoa, publica-se mais uma prova inequívoca da existência da idiotia. Pode ser? Claro que sim... até porque na volta, este blogue até é meu.
...não teria sido necesário penar sete anos para concretizar um sonho de moço universitário. Faltava o quase... já está! Acabei a maratona de formação teórica e prática. Já chega de bonecada; venham os casos reais, sff.
Boa? Boa.
PS: já agora, começo dia 20 de Novembro (16h-24h). Tenham medo, tenham muito medo. Ah, e já agora afastem-se sff. A gerência agradece.
A recertificação em SAV aproxima-se a passos largos e vem de braço dado com o nervoso miudinho... será que sou pedófilo por ter um miudinho no nervoso?
Fui para casa já a noite suspirava no colo da madrugada. A cidade desligava-se à minha passagem e a estrada vazia estava cada vez mais molhada. A chuva demorou-me o suficiente para perceber tudo aquilo que me invadia o pensamento, incessantemente. Olhei de frente a rua, envolta numa espertina especial. Por ti, sentia ainda cálido o sangue a pulsar. Em mim, sentia o desejo do teu sabor temperado com a paixão do teu aroma.
Após desconhecidos instantes, atirei-me à chuva, negligenciando a escassez de abrigo ao abandonar o automóvel. O dilúvio abraçou-me mas foi incapaz de apagar o sorriso molhado do semblante afortunado. No curto caminho percorrido até ao interior familiar daquela casa, diverti-me a admirar o quanto a vida é engraçada e curiosa.
hoje descobri que o mundo aguarda-me inteiro. o medo foi rasgado pelos newton de um sorriso. tenho tudo aquilo que sempre quis ter.
hoje não sinto a lassidão do dia-a-dia. alegre constatação de como tudo aquilo que doía passou. o que lá vai, lá vai. que se dane, nada mais me incomoda.
hoje nasceu aquele que todos esperavam. regressou o homem valente de sorriso apontado. conquistei o mérito da chegada ao topo. já não me amedronta a altura.
hoje sinto-me bonito, mesmo com a carência de um espelho. rio-me até de mim, sem desdém. voltei a respirar este ar feliz, molhado com a chuva de Outono.
hoje recuperei o brilho do olhar. dei conta que só tenho uma vida. dei conta da minha alma.
ela: - [senta-se na cadeira em frente] Olá lindo, como estás? Tudo bem..?
ele: - Olá, vou andando do jeito que a vida quer...
ela: - Então..?
ele: - [pausa] epah a vida parece-me uma circunferência cada vez mais fechada...
ela: - [em silêncio] ...
ele: - recuso lembrar a ausência, sentir a falta... e pior que tudo isto, a presença dela ainda viva em mim.
ela: - pah vais ver que com o tempo tudo passa... a sério... quando encontrares uma pessoa nova tudo isso acaba.
ele: [estupefacto]
ela: - Tenho a certeza disso!!
ele: [foda-se... é tão bom ter alguém que nos conforta desta maneira, dizendo estas frases comuns e gratuitas. Para ser perfeito, falta só fumar um cigarrinho...]
Não há nada como uma boa amizade! Uma boa amizade como a tua, sempre dedicada e com afecto a preceito. Uma amizade assim é um sinal intemporal, decreto para uma vida inteira. És uma amiga perfeita de sorriso limpo e feliz. Bem, quase limpo (não fossem os arames)!
O Perfeito Idiota tenta resgatar uma figura pura, mítica e com o menor grau de desenvolvimento intelectual de uma sociedade que talvez exista. Na acepção vulgar, aqui encontra a realidade expurgada de inteligência, no mais típico de seu estilo, com abundantes personagens, análises psicológicas, histórias e humor. Muita coisa pode acontecer, até intolerável e idiota lamechice.